Gente, vocês não estão cansados da falta de criatividade das bandas atuais? Existem milhares de bandas cristãs por ai. Grande parte delas faz um som screamo, emo, punkcore ou derivados da mesma coisa. Parece que o gênero se tornou o metal dos anos 90, quando algumas bandas fizeram história no cenário e muitas outras, motivadas [...]
Gente, vocês não estão cansados da falta de criatividade das bandas atuais?
Existem milhares de bandas cristãs por ai. Grande parte delas faz um som screamo, emo, punkcore ou derivados da mesma coisa.
Parece que o gênero se tornou o metal dos anos 90, quando algumas bandas fizeram história no cenário e muitas outras, motivadas pela expansão do gênero, resolveram aproveitar-se da “onda”. Produzem-se bons sons, materiais bem tocados, bem produzidos, mas que já não trazem nada de novo.
É estranho ver como nossa geração teve e tem acesso a toda ferramenta para se experimentar coisas novas. É muito mais fácil hoje montar uma banda. É muito mais fácil hoje gravar algumas músicas. Dispomos de muitas ferramentas (isso sem contar o computador e efeitos, sintetizadores, etc.) e há tempos não se via um número tão alto de “mesmisses”.
As inúmeras bandas que existem no mercado produzem, hoje, o que um banda criativa produz em um CD.
Se pegarmos vários exemplos, ouvindo uma música de cada banda, poderíamos dizer que se originam de um mesmo CD, um pouco diversificado.
E não estou falando de experimentações muito diferentes não. Não precisa ser um Danielson, Anathallo, Sufjan Stevens, que já são sons mais difíceis. Mas observando MuteMath e Paper Route, por exemplo, vemos que ambos tocam o conhecido ROCK, o primeiro com uma pegada mais eletrônica, mas ambos inovam na estrutura da música, nos instrumentos, nos acordes, nos efeitos, no compasso da bateria, enfim. Há uma preocupação com a sonoridade como um todo. São músicas que, muitas vezes, nos fazem parar para ouvi-las e podermos entendê-las. Deixam de ser aquela música que deixamos “rolando de fundo” para não termos que aceitar o silêncio de ficarmos a sós conosco mesmos. São músicas que “dizem alguma coisa” até sem necessidade de letra. Os instrumentos choram e gritam.
Como dizia a “falecida” Ester Drang (banda gênio na experimentação e inovação): “Músico bom faz design de música. Não são apenas sons bonitinhos; não são apenas gostosinhos de ouvir; têm um porque daquilo existir, um conceito, um sentimento atrás daquelas vibrações que percorrem o ar antes de penetrar em nosso interior. Cada compasso, cada batida, cada toque, cada nota, é pensada. A harmonia existe como conseqüência e não causa.”
Aos músicos presentes, fica a dica:
Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram.
Alexander Graham Bell
Postado por Kephasmnc no Fórum.








14 Comentários
Realmente hoje a música cristã, tanto nacional quanto internacional, está enfrentando um problema terrível de mesmice. É sempre a mesma coisa, sempre o mesmo trimbre de vocal, os mesmo intervalos de notas, até os mesmos campos de experimentação. Aquele fato de “se fazer tal para salvar o tal” chegou num ponto praticamente inaceitável, onde a música cristã ou está aí só por estar, ou para vender discos para as grandes gravadoras, ou está mesmo aí pra algum propósito que me faltam as palavras agora pra dizer.
Outra coisa que eu vejo é quantidade de bandas que estão aderindo ao movimento emo e não sabem. Calma! Isso não é um estamento fechado. Mas todos os vocais hoje são gemidos. Todos os acordes são os mesmos “poor chords” das músicas. Solos viraram 3 notinhas que se toca repetidamente no inicio/meio/fim da música. E estou falando numa boa. Não estou dizendo que é ruim, que é detestável. Estou apenas descrevendo o que vejo. Além disso as bandas do CCM estão todas agora com nomes estranhos e melancólicos como “Sleep At Last”, “Downhere” e outros tantos que é só pegar os posts alternatives daqui do blog pra ver.
Eu não vejo problema em curtir essas bandas. O problema é mesmo a falta de diversividade até mesmo nas bandas novas e experimentais. Na época dos anos 90 tinha-se muitas bandas parecidas, mas as que fizeram sucesso era dificil dizer “Parece com aquela ou essa”. Por exemplo: Petra. Petra parece com que banda!?!? E até Stryper. Ou Tourniquet. Ou até mesmo o Bride [tirando a época rapcore].
Só quis deixar minha opinião aqui, de forma humilde, pois vejo isso como um problema já a muito tempo. O Senhor nos deu talentos pra que a gente faça uso deles, e procure nele o novo, e sim, eu ainda acho que existe algo novo para surgir por aí. Fica um link interessante de um projeto da banda Glass Hammer que se chama “Reclaim the Music” [ou seja, Reclamar a música para os cristãos] que vê a música e a vida cristã de uma forma que eu concordo completamente.
http://www.glasshammer.com/reclaim/index.html – o site está em inglês, mas vale a pena dar uma boa lida.
Godspeed.
Só nao concordo em colocar Sleeping at Last ai no meio como uma banda qualquer. Que definitivamente não sofre do mal aqui discutido.
bem verdade essa materia!!^^
Comentário justíssimo. Ouça por 2 horas seguidas a ChristianRock.net (radio online gringa) e me diga se não parece sempre a mesma coisa? Eu tive essa percepção a alguns anos atrás e fiquei meio perdido. Daquela época conheci MAE, WATASHI WA, BLEACH, EISLEY, UNDEROATH, EMERY que são bandas que ouço até hoje.
Mas, eis que um dia, surfando pela vasta praia do mundo digital, deparo-me com um tal de ApenasMúsica. A partir daí, surgiram BROWN FEATHER SPARROW, MUTEMATH, SLEEPING AT LAST, COOL HAND LUKE, PHIL WICKHAM e por aí vai… Nota 10, minha vida voltou a ter trilha sonora para cada momento! hehehe
Abraços e fiquem com Deus
@Kephas: legal você ressaltar cara, porque de um jeito ou de outro você concordou que existe um problema. Muitas pessoas simplesmente diriam: “Ah…não tem essa não! Você está criticando demais”. Quando eu falei do SaL, é porque foi a primeira que veio na cabeça, mas estava falando de outras bandas do tipo: 3/7 Doors Down, A Plea for Purging, A Shattered Reflection, Big Dismal…tem que se admitir que os nomes são meio melancólicos, com sentido sempre puxado pra baixo. Se isso entra em uma temática do tipo de arrependimento e tudo mais, tudo bem, mas mesmo assim não estamos em tempo de ficar puxando tudo pra baixo. Estou cansado de ver músicas do tipo sempre: “Senhor me perdoaaaaa eu pequeeeeei…” e repete 30x, não era mais fácil parar de pecar e fazer uma música de louvor?!
Sempre lembrando que no Protoloco de Leitura da Internet, devem-ser ler minhas palavras de uma forma explicativa, bem calma e argumentativa, nunca de forma ofensiva ou atacando. Porque muitas vezes a gente lê mesmo do jeito errado né!?
Godspeed.
Bem legal isso…
Mas faço uma pergunta especulativa: Não seria isso pelo fato de vcs só postarem bandas do mesmo estilo? Tem muita musica por ai que faz um som diferente, só não é tão popular como os outros.
Não que eu esteja reclamando das postagens, mesmo porque vcs são o meu blog preferido de download, mas essas bandas scremo não vão fugir muito disso mesmo. Intro bem e leve e ai estoura a pancada; com uns riffs cheio de harmônicos e alternância entre gutural e voz rachada.
Emo, scremo, nu metal, rock/praise… é dificil encontrar alguem que se destaca e faz alguma coisa que a gente se lembre depois de ouvir umas 10 bandas direto…
Minero, acompanho alguns sites,blogs e vários outros fóruns de música feito por cristãos, e se for colocar em números, é de 1 banda criativa para 100 que nos faz pensar: “hummm ja ouvi esse som/voz/acorde/batida etc”.
Por isso, nao acredito que a questão se limite ao AP, realmente concordo que o número de bandas que produzem o mesmo som postados aqui é alto, mas isso reflete algo bem mais amplo que é o mercado. Se existem 5 bandas criativas para postar aqui e 500 que copiam coisas ja feita por aí. As postagens acabarão por acompanhar essa tendência, ainda mais sendo diversos colaboradores no site.
Filipe, quando escrevi o texto nem tinha pensado nesse aspecto do nome. Eu sou apaixonado por música mais melancólica(que passa longe do emo), acho uma música mais elaborada, por vezes realmente ja chorei orando a Deus ouvindo SaL, sem nem sequer ouvir a letra da música, somente pelos acordes e a atmosfera que nos deixa mais reflexivo talvez. Nao gosto de som animado demais….Sou como Salmoão que prefere o velória a festa, pois nos faz refletir sobre coisas perenes. Nao acho que os nomes estejam diretamente ligados ao som que a banda faz. Apesar de no caso do Sal ter intrinsecamente relação.
abraços
velhinho… faço das suas as minhas palavras…
deve ser por isso ando ouvindo os LPs (bolachão/vinil) do Luiz Artur em casa.
a tal da “globalização musical” se tornou em generalização para o mundo musical.
o CD novo do Oficina é uma prova disso, quando que na minha vida eu imaginária um vocal screamo como na faixa “02 – Meus Próprios Meios” do CD “Depois da guerra”. Modinha.
CD novo do Narnia tb me assustou, sempre curti a coisa meio “crú” que eles faziam, esse novo CD ta parecendo que foi interinho feito por um computador ou um robô.
Galera, essa discussão foi aberta através do nosso fórum, acessem o fórum tb para expressar sua opinião, o ambiente é agradável e o espaço é ainda maior do que aqui.
link do tópico sobre esse assunto -> http://forum.apenasmusica.net/viewtopic.php?f=10&t=332
abraços
Dtall \o/
isso é verdade..
mas não se aplica somente
as bandas cristãs..
a música hoje em dia..
tá em crise..
parece que quanto mais
recursos as pessoas tiverem..
mais elas se acomodam..
e isso é muito ruim..
:\
Em me converti no século XXI e antes disso tinha uma idéia bastante limitada do que era música cristã.
Depois de me converter, sempre vem aquela fase louvorzão praise gospel absoluto, onde dominam DT, Renascer (que até fazia umas coisinhas legais), Fernanda Brum (que resiste até hoje) e outras cositas.
Internacional, quando muito, conhecia Hillsong, mas só de ouvir falar.
Aí, comecei a ver que tinha umas bandas meio estranhas, que tocavam um som que fazia a gente se perguntar: é de Deus? Oficina G3, Brother Simion…. uns sons legais demais da conta, que eu comecei a curtir sem sentir culpa de ter rock correndo no sangue.
então eu, que sempre gostei de música internacional e nunca me dobrei à história de que música secular é coisa do demo, comecei a me perguntar: o que será que fazem lá fora?
Salem Hill, Esterlyn, Mutemath, Cool Hand Luke, Anathallo, Bethany Dillon e outros apareceram em meu horizonte, trazendo um respiro legal para os meus ouvidos.
De resto? Mais do mesmo, como diria Renato Russo. Na música brasileira? a menos pior surpresa ainda é Grato!
Nesta área, realmente, a música cristã brasileira padece. posso ressaltar Grato! como uma grata surpresa e mais ninguém.
Um desafio aos músicos cristãos brasileiros: ouçam música brasileira de qualidade. desde Tom Jobim até Sá e Guarabyra, Zé Rodrix, Chico Buarque, Marisa Monte, Los Hermanos. Comecem a criar algo brasileiro, coisa que sinto falta. A música cristã brasileira não tem uma identidade brasileira. Criem uma! Creio que será um desafio bastante agradável ouvir o que surgirá.
JT.
Demon Hunter = As a Lay Dying = Living Scrifice
No Power Metal a mesma coisa acontece, a ÚNICA banda no MUNDO que conseguiu ser diferente foi Sonata Arctica, e não dá pra citar uma cristã, porque realmente foi a única a continuar power e ser diferente, pra mim a melhor.
nss cara, vc teve a moral hehe
Living Sacrifice nao tem NADA de Demon Hunter que por sua vez nao tem nada haver com a chatisse do AILD hehehe, Living é quase cultura vei, os caras sao m uito antigos pra se comparar ate mesmo com Demon Hunter.
aham…