
Um discussão quente com Maurício Zagari Claro que não! Simples e objetivamente: um cristão não deve ouvir música do mundo. “Nossa, Zágari, agora você foi radical, pegou pesado!”, você poderia dizer. Calma. Antes que você, que discorda do que escrevi, me crucifique, é importante que você entenda exatamente o que estou querendo [...]
Um discussão quente com Maurício Zagari
Claro que não! Simples e objetivamente: um cristão não deve ouvir música do mundo. “Nossa, Zágari, agora você foi radical, pegou pesado!”, você poderia dizer. Calma. Antes que você, que discorda do que escrevi, me crucifique, é importante que você entenda exatamente o que estou querendo dizer. É que há um ponto nevrálgico nessa discussão: temos de entender precisamente o que é “música do mundo” – que não necessariamente é o que se costuma chamar por aí de “música do mundo”. Pois música “secular” é uma coisa, música “do mundo” pode ser outra completamente diferente. E aí nós temos uma questão interessante a debater. Que, para solucionar, temos que pensar sempre dentro da Bíblia.
(Só um alerta, em amor: essa questão não se define em 3 ou 4 parágrafos. Por isso, este será um post longo e, se você estiver sem tempo de ler ou não tiver paciência de ler textos compridos, sugiro que nem vá adiante. Mas, se quiser prosseguir, vamos juntos, passo a passo.)
1. O que a Bíblia chama de “mundo”?
Primeiro temos que compreender o que a Biblia chama de “mundo”. No contexto das Escrituras, “mundo” (do grego kosmos) é todo um sistema de valores e práticas que se opõem ao Evangelho, ou seja, àquilo que Jesus ensinou. Ao Reino de Deus. Às boas-novas de salvação. Logo, tudo o que contraria os genuínos ensinamentos cristãos, a ética cristã, a moral cristã, os conceitos bíblicos é… do mundo. E, nesse sentido, não é “mundo” com significado de “universo” ou “planeta terra”, mas no sentido de tudo aquilo que, em resumo, levaria Jesus a fazer careta.
2. Os cristãos não devem se misturar com o que é do mundo
Tendo entendido o que é “mundo” segundo a Biblia, vamos ao segundo passo: provar biblicamente que Jesus e o que é do mundo não se misturam. E, logo, que o cristão e o que é do mundo não se misturam. Para isso, vamos à Palavra de Deus:
1 João 2:15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.
João 1:10 – “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
1 Jo 4.4,5 – “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”.
João 3:17 – “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.
João 15:19 – “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”.
Há muitas outras passagens, como a famosa Jo 3.16, mas, para não tornar este texto demasiadamente enfadonho, acredito que essas já são suficientes para demonstrar essa realidade: se você é cristão, se você é sal da terra e luz do… mundo… não deve se misturar ao que vai contra Cristo e aos ensinamentos de Cristo.
E tudo o que vai contra Cristo… É mundo.
Até aqui tudo bem? Ficou claro que, segundo a Biblia, o cristão não deve se misturar com valores anticristãos, ou seja, mundanos? Ok então, vamos adiante.
3. O que é música “do mundo”?
Seguimos para o terceiro e fundamental passo: dedinir o que exatamente é “música do mundo” – aquela que, pelo que já vimos pelos dois passos anteriores, tem de ser evitada pelo cristão. “Música do mundo” seria, então, aquela que contraria o Evangelho, que se opõe aos ensinos de Jesus, que leva aos ouvidos (e, em seguida, ao cérebro e, como consequência, ao coração e à alma) mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então, o conceito de “música do mundo” está ligado diretamente a aquilo que determinada canção diz: seus valores, sua filosofia, seus ensinamentos.
Portanto, biblicamente, uma música ser ou não do mundo não tem nada a ver com estilo musical, instrumentos utilizados, melodia, harmonia ou ritmo. Tem a ver com MENSAGEM. Com o que ela diz. Com o que ela defende. Com o que ela ensina.
Tendo compreendido isso, vamos falar a respeito de alguns mitos e algumas verdades sobre música “do mundo” e música “cristã”:
Fato 1) A Bíblia não determina cantarmos ou ouvirmos apenas músicas religiosas
Embora todos amemos e devamos louvar, elogiar o Senhor em canções e reconhecer quem Ele é e faz, a Bíblia não afirma diretamente em nenhuma passagem que o cristão só pode ouvir músicas que falem de Deus ou que sejam louvores. Pelo contrário, uma leitura atenta dos livros de Salmos, Cântico dos Canticos e até mesmo Jó, por exemplo, demonstram que a exaltação da criação de Deus, do amor, de sentimentos belos são algo lícito ao povo de Deus. O Salmo 150 infere que louvar deve ser uma explosão de amor pelo Criador. Mas não há proibição bíblica de cantar o amor de um homem pela mulher que ama, por exemplo. Assim, não é antibíblico (logo, não é pecado) eu escrever uma poesia de amor para minha amada ou mesmo uma que exalte as belezas da cidade onde vivo e em seguida musicar esses versos. Poderia, por exemplo, cantar…
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
ou
Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz.
…e não estaria cometendo absolutamente nenhum pecado. Simplesmente porque nada do que a letra dessas músicas diz contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então a conclusao lógica e bíblica é que músicas de amor, canções que exaltam belezas naturais ou até mesmo que, sei lá, contem uma história sobre dois capiaus em visita a uma fazenda – e muitos outros tipos de músicas seculares que não necessariamente são cantadas em igrejas, gravadas por cantores supostamente cristãos ou que sejam tocadas em rádios ditas “evangélicas” – são “música do mundo”. Simplesmente porque não se encaixam na definição bíblica de “mundo”. Não contrariam a Bíblia. Não se opõem a Cristo. Não ensinam nada diferente do que está nas Sagradas Escrituras.
São músicas seculares? Sim. São músicas que não necessariamente falam de Deus ou de seus feitos? São. Mas são músicas que contrariam Cristo ou o Evangelho? Não. Então, evidentemente não são louvores ou músicas sacras, mas também não são músicas “do mundo”, ou seja, músicas pecaminosas.
Fato 2) Muitas músicas seculares são sim “do mundo” e devemos evitá-las
Aí você pode estar pensando “Uhu! Então liberou geral! Posso ouvir o que quiser!”. Nananinanão. Não é bem assim. Biblicamente você pode ouvir uma música que não necessariamente fale de Deus, mas você SEMPRE tem que prestar atenção na letra das músicas, na MENSAGEM que elas transmitem. Se essas músicas apregoam valores antibíblicos, porque aí sim elas são músicas do mundo. E aqui vou dar exemplos práticos. Em pleno Rock in Rio, li no twitter uma cristã dizendo que estava triste porque não poderia assistir ao show dos Titãs. Por isso, decidi tomar esse grupo como exemplo. Bem, os Titãs têm músicas cujas mensagens são claramente antibíblicas. E, por definição, são “música do mundo”. Por exemplo, comecemos com a música mais óbvia, chamada Igreja. Leia com atenção a letra, com especial atenção ao que está em negrito:
Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Agora… você, que é cristão, me responda sinceramente: você cantaria essa música achando que “não tem nada a ver”? Se alegrando, sorrindo e pulando? Isso é algo que uma pessoa lavada e redimida pelo sangue daquele que foi à Cruz pelos pecadores sai cantando feliz da vida? Haveria anjos ao redor se alegrando? Você responda.
Vamos a outra: Homem Primata. Selecionei um trecho:
Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pro céu
É bom aprender
A vida é cruel…
E aí, crente? Cantamos e nos alegramos cantando isso? “Deus contra todos”? Por favor, apenas pare um minuto para pensar no que você está cantando: “Deus contra todos“! Como assim?!
Para completar o pacote, só mais uma, da qual extraio um trecho: Epitáfio
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…
O acaso? Mas se a Bíblia diz que há um Deus que controla todas as coisas, como seria possível que “o acaso” protegesse alguém? Biblicamente, “acaso” é um conceito que não existe. Logo, Epitáfio traz uma mensagem antibíblica. E, logo, lamento informar, é música do mundo.
Usei os exemplos do Titãs porque é um grupo bem conhecido e você possivelmente já cantou essas canções (e outras que são tão chulas que nem me atrevo a escrever a letra aqui), como eu mesmo já cantei milhares de vezes antes de Jesus me converter, fui a shows, comprei os CDs. Só que aí somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós e começa a nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. E você, que é salvo, sabe como essas coisas nos incomodam, não é? Aí você começa a ouvir as MENSAGENS que grupos como os Titãs passam em músicas como essas (e olha que só citei três, hein) e algo faz um clique no teu espírito sobre esse papo “careta”, “radical”, “ortodoxo” e “fundamentalista” de “não ouvir música do mundo”.
Mas, para não ficarmos falando somente de uma banda, deixe-me pegar apenas um outro exemplo de um universo de grupos e cantores que poderiam pegar: o conhecido Barão Vermelho. Seleciono uma música que tem um título bem sugestivo e que era a minha preferida deles antes de Jesus me justificar, chamada Nunca existiu pecado. Reproduzo as 3 primeiras estrofes:
A rapidez velha do tempo
Revive inquisições fatais
Um novo ciclo de revoltas
E preconceitos sexuais
Por mais liberdade que eu anseie
Esbarro em repressões fascistas
Mas tô a margem disso tudo
Desse mundo escuro e sujo
Não tenho medo de amar
Pra mim nunca existiu pecado
Essa vida é uma só
Nesse buraco negro eu não caio.
Fato 3) Não existe um estilo musical chamado “música evangélica”
O que existe é música feita a partir de realidades bíblicas. E que podem ser feitas em diferentes estilos. “Vem com Josué lutar em Jericó…”, por exemplo, é rock. “Aquele que tem sede busca beber da agua que Cristo dá…” por sua vez, é axé. Cassiane em geral tem muito forró. E por aí vai. Logo, não existe nenhum estilo “maldito” ou, como diz um amigo meu, “não existe dó maior ungido e sol sustenido endemoninhado”. Se você for analisar com cuidado, verá que “música evangélica” no imaginário popular é:
● Música cantada em igreja;
● Música cantada por cantor que frequenta igreja (dito “cantor evangélico”);
● Música gravada por grupo de louvor de igreja;
● Música que toca em rádio “evangélica”;
● Música lançada por gravadora “evangélica”;
● Música que consta em algum hinário tradicional.
Só que, desses itens, alguns são muito duvidosos. Das músicas cantadas em igrejas, muitas carregam em si heresias e são músicas “do mundo” (calma, falaremos em detalhes sobre isso daqui a pouco). Eu conheço pessoalmente “cantores evangélicos” que vivem como pagãos, são pecadores, só estão atrás dos bens materiais que sua notoriedade pode lhes proporcionar. Conheço “grupos de louvor” que tocam pela fama e o dinheiro e não por um desejo real de louvar o Senhor. Sei que muitas “rádios evangélicas” só existem para gerar lucro e poder para seus donos, que por sua vez vivem vidas pecaminosas e totalmente fora do Evangelho. Conheço os bastidores de certas “gravadoras evangélicas” onde o ambiente é tão mundano que nenhum funcionário confia em sair pra almoçar e deixar a bolsa em cima da mesa, pois ocorrem furtos ali dentro. E entenda: eu conheço. Não ouvi falar. Sei o que estou dizendo.
Portanto, dizer que só podemos ouvir “música evangélica” (se por “música evangélica” entendermos o que mencionamos acima) é uma afirmação cheia de buracos.
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Fato 4) Fazer versões de músicas seculares com letras cristãs não é pecado
Pelo contrário, é uma prática muito, mas muito mais usual em nossos hinários do que você imagina. Uma enorme quantidade das músicas contidas em hinários como a Harpa Cristã e o Cantor Cristão, por exemplo, originalmente eram canções entoadas em prostíbulos (não vou dizer quais para que da próxima vez que você for cantá-las não as considere indignas). Os músicos que tocavam nessas casas de pecado se convertiam, pegavam as melodias que conheciam (muitas das tinham letras originais que falavam sobre encher a cara de uísque e vinho, além de coisas similares), punham letras cristãs e passavam a cantá-las durante os cultos, nas igrejas. Isso é histórico, basta você estudar um pouco sobre isso que vai comprovar, não estou inventando nada disso.
E não só músicas de bordel. Músicas seculares de outras linhas também. O hino 185 da Harpa Cristã, por exemplo, é o Hino Nacional da Inglaterra com uma letra cristã: “Vem tu, ó Rei dos reis, buscar os teus fiéis…“. Já o conhecido hino “Os guerreiros se preparam para a batalha…” é o Hino Nacional das Ilhas Fiji, você sabia? O tradicionalíssimo hino “Vencendo vem Jesus” (Glória, glória. Aleluuuuuia!) é uma versão de uma música militar da época da guerra civil americana chamada “John Brown”s Body”, que exaltava os esforços de um homem na guerra. Um mulher cristã ouviu a melodia, gostou e pôs um letra cristã. E, a partir daí, começamos a cantar em nossas igrejas, Deus sempre foi louvado maravilhosamente por intermédio dessa canção, a entoamos ainda hoje e o religare do homem com o Criador ocorre perfeitamente – apesar da origem pagã da música. Ou você achava que essa música desceu do céu trazida por um anjo numa bandeja de prata? Não, muitas músicas que consideramos “hinos sagrados” (e são!!!) têm origem secular e são adaptações feitas para o canto religioso.
Mais recentemente há exemplos como o do cantor Marco Aurélio, que gravou “Caminhada” (“Eu vi Jesus, Jesus me viu, no mesmo instante me redimiu…“). Ela nada mais é do que a canção “My Way”, cantada por músicos como Frank Sinatra e Elvis Presley. E por aí vai. A pergunta é: essas versões deixam de ser válidas ou dignas de serem cantadas em cultos e igrejas como hinos congregacionais porque originalmente eram seculares? De jeito nenhum. Pois tornaram-se músicas com MENSAGENS cristãs.
Fato 5) Muita música dita “evangélica” é “do mundo”
E aqui chegamos ao ponto mais polêmico de todos. Só porque uma música foi composta ou é cantada por alguém que se apresenta como cristão isso não quer dizer que ela transmita valores biblicamente corretos. Há muitas e muitas músicas “evangélicas” que são “do mundo”. Exemplo: tem um conhecido grupo gospel (que inclusive saiu brigado de sua igreja) cujo vocalista (que agora já saiu da banda para seguir carreira solo) na “ministração” antes de começar uma de suas mais cantadas músicas em igrejas fala como se estivesse orando a seguinte frase (está registrada inclusive no CD):
- Nós queremos um romance contigo, Senhor.
Peraí. “Romance” com Deus? O Todo-Poderoso Criador dos Céus e da Terra agora virou o quê? Nosso namoradinho? Desculpem-me, mas isso é antibíblico e, logo, mundano.
Outro exemplo: um conhecido corinho cantado em muitos louvores, às lágrimas, por muitos de nós, diz a seguinte coisa:
Diante dEle se dobram os reis
E se prostram para O adorar
Nem os anjos que O cercam louvando
Se permitem sua face olhar
Só tem um detalhe: essa letra é antibíblica. Mateus 18.10 diz: “Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste”. Então temos que decidir se os anjos contemplam a face de Deus ou não. Eu fico com a Bíblia, que diz que sim, os anjos contemplam a face de Deus, ao contrário do corinho. E se o corinho diz algo que vai contra o que está na Bíblia, desculpem, é “música do mundo”. “Ah, Zágari, você está sendo radical, o resto da música é perfeito , afinal, é um louvor tão bonito…”, alguém poderia dizer. Bem, aí entram 1 Co 5.6 e Gl 5.9, que dizem que, biblicamente, um pouco de fermento leveda toda a massa. Nesse sentido sou radical sim: basta uma única e pequena heresia na letra de um “corinho”, de um “hino” ou de um “louvor” (como você preferir chamar) para o descartarmos dos nossos cultos.
Isso sem falar dos chamados “corinhos do fogo”, muito habituais nas igrejas pentecostais não-reformadas. Tem um que diz “O fogo santo está queimando, o Espírito Santo está batizando“, referindo-se ao que os pentecostais chamam de “batismo no Espírito Santo” e os tradicionais de “plenitude do Espírito”, seguindo a linha defendida por teólogos como John Stott. Fato é que, biblicamente, o responsável por esse fenômeno é Jesus, o Deus Filho, e não o Espírito Santo. Outro ensino antibíblico e, portanto, “do mundo”.
Fato é que toda letra de cânticos (congregacionais ou não) “evangélicos” deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente, se ela fica emocionada, arrepiada ou se chora: o certo é o que está de acordo com a Bíblia. Como afirmou o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho em palestra durante um Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, “Raramente se fala de Jesus, e, quando se fala, dá para notar que Jesus é muito mais um conceito para dentro do qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média do que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins… uma série de expressões que não fazem sentido algum”, afirmou Pr. Isaltino. E, convenhamos, com toda razão.
Cantamos na igreja sem saber o que estamos cantando, por ignorância teológica e porque determinada música toca na rádio, é de um grupo famoso, está na moda e o povo gosta. Por exemplo, no “corinho” abaixo…
Quero subir ao Monte santo de Sião
E entoar o novo cântico ao meu Deus
Mais que palavras minha vida eu quero entregar
Purifica o meu coração para entrar em Tua presença
contemplar a Tua grandeza
…o que as pessoas não sabem por desconhecimento bíblico é que o “monte santo de Sião”, segundo Hebreus 12.22-24, é um símbolo do Evangelho, da Igreja de Deus. Consequentemente, todo cristão já está no “monte santo de Sião”. E, por isso, não há teologicamente, segundo o Novo Testamento, por que “subir” nele. Mais um equívoco bíblico. Também cantamos em nossas igrejas:
Eu só quero Te amar,
Eu só quero ver Tua face
Quero Tocar Seu coração
Eu só quero Te amar,
Eu só quero ver Tua face
O mesmo cantor tem outro corinho que diz:
Quero te ver, quero te ver
Eu quero te tocar,
eu quero te abraçar
Quero te ver
Detalhe: é importante repararmos que o cantor está dizendo que quer ver Deus e sua face EM VIDA e não no porvir. Só que se nós formos ler Êxodo 33.20, é claríssimo e inequívoco o que Deus diz a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”. Então o que estamos pedindo nesses corinhos é para ver a face de Deus e morrer? Algo está biblicamente errado e, se formos analisar, estamos fazendo pedidos mundanos a Deus. Como eu “quero te ver” se Ele diz na Biblia que “homem nenhum verá a minha face , e viverá”? Instinto suicida?
Em João 12.45 e João 14.9 Jesus afirma claramente a forma de ver o Pai: ver a Ele próprio, Jesus. “Quem me vê a mim vê o Pai”. Logo, é buscando Cristo e sua pessoa em espírito que temos acesso a Deus, não tem nada a ver com “eu só quero ver a tua face”. No discurso de Pedro no dia de Pentecostes em At 2.28, ele deixa claro que contemplar Deus face a face só ocorrerá na eternidade: “Com a tua face me encherás de júbilo”. A face de Deus é biblicamente inalcançável nesta vida. Logo, por que ficamos cantando pedindo para”ver sua face”, já que isso biblicamente não é possível – logo, é antibíblico? Pronto, não me odeie por dizer isso, mas a falta de canonicidade nessas afirmações de corinho tornam músicas como essas…músicas “do mundo”.
Conclusão
Falar sobe música “evangélica”, “do mundo”, “sacra”, “cristã” ou “secular” é um assunto muito sensível. Pois mexe com muitas ideias pré-concebidas, com muitas práticas que mutidões adotaram por décadas em sua vida de devoção, é contrariar crenças e práticas. Para um pastor, chegar à concusão de que um corinho que ele cantou por anos em sua igreja é música “do mundo” e, assim, removê-lo do rol de canções que são executadas no culto não é uma tarefa fácil. Exige oração, humildade e temor sincero a Deus. Para uma ovelha que anatemizou durante anos músicas seculares achando que “rock é coisa do diabo” e de repente descobrir que bandas de “rock gospel” como Oficina G3 têm letras e mensagens muito mais bíblicas do que certos hinos de 200 anos de idade exige quebrantamento.
Não estou falando aqui de estilo musical. Pois a Bíblia não fala de estilo. Logo, estilo é um assunto restrito aos gostos pessoais e não tem a ver com doutrinas e teologia. Se uma música deve ter bateria ou não, se ela pode ser acelerada ou não, se é rock, forró, bolero, valsa ou o que for, não importa. Simplesmente porque biblicamente não importa. O tal gênero “música evangélica” não existe. Cada “música evangélica” carrega um estilo próprio, seja esses que já mecionei, seja algum diferente, como black music, hip hop, blues, bossa nova, sertanejo, jazz, new wave, pop, reggae, samba, ska ou qual for. Dizer que “música tal não é do mundo porque é estilo evangélico e não rock” é uma inverdade. Pois há músicas evangélicas que são rock. E – repetindo – estilo musical só depende de uma única coisa: gosto pessoal. Não tem nada a ver com Bíblia. Se estou errado, por favor que alguém me prove nas Sagradas Escrituras.
Sendo assim, nós temos de nos voltar para o que interessa: a MENSAGEM. A pergunta que devo sempre me fazer é “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?“. Se a resposta for “não”, defendo que é uma música que pode ser ouvida por um cristão. Pois vai trazer alegria, paz, prazer. Sendo ela secular ou religiosa. Ouvir Mozart, Bach, Haendel, Mendelssohn ou uma boa ária de ópera, por exemplo, pode acalmar a alma de alguém em estresse e assim criar uma condição em seu coração que lhe permitirá orar a Deus com muito mais entrega. Eu já entrei muitas vezes na presença de Deus ouvindo o violinista judeu Itzhak Perlman executar ao violino o tema do filme “A Lista de Schindler”, por exemplo. Chorei. Me derramei. E fui muito mais sincero e entregue a Deus do que se tivesse posto para ouvir um desses CDs de pop brega evangélico.
A ao fazermos a pergunta “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?” temos de estar preparados para sofrer. Pois vamos perceber que muito do que cantamos em nossas igrejas é música “do mundo” pela simples razão de que afirma coisas que a Bíblia não diz.
Sei que o que aqui escrevi contraria a crença de muitos. Certa vez, ao ministrar numa Escola Dominical uma aluna ficou tão ofendida pela verdade que falei de que hinos da Harpa Cristã vinham de bordéis que se levantou e se retirou da sala. Sei que isso mexe com convicções e emoções. Mas não posso jamais fugir do que as Sagradas Escrituras dizem. Não podemos fugir da verdade. São as Escrituras que devem sempre nos nortear – e não aquilo que ficou estabelecido pela cultura popular (em especial a cultura popular evangélica) ao longo das décadas. E falo como evangélico, não sou desses pastores e teólogos revoltados que inventaram agora que ser “evangélico” é palavrão. Nada disso. Falo como filho da Reforma Protestante, herdeiro de Jesus e também de reformadores como Lutero e Calvino. Não renego minhas origens. Sou cristão, de tradição evangélica e me orgulho disso.
Para terminar, volto ao início de nosso texto, para a pergunta-título deste artigo. Se você me perguntar “um cristão deve ouvir música do mundo?”, eu vou voltar a afirmar: “Claro que não!”. Pois o cristão deve sempre caminhar de acordo com as Sagradas Escrituras. E se uma música, secular ou religiosa, traz em si ensinamentos antibíblicos… meu irmão, minha irmã, jogue o CD fora.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.






![Bethel Music - Without Words [2013]](http://apenasmusica.net/wp-content/uploads/2013/03/Bethel-Music-Without-Words-2013.jpg)
27 Comentários
ótimo texto!
Parabéns!
o problema é que muitos artistas tb professam sua religiao em suas musicas, quem nunca ouviu, poeira da ivete sangalo, ou umarauma do jorge ben jor ou chimaruts falando de iemanja, ou roberto carlos e os sertanejos cantando pra aparecida, pega por exemplo as capa de disco do tears for fears uma banda pop, ou hotel california do eagles ou ainda sympathy the devil dos stones, nao e o barao vermelho cantando que viajaria A PRAZO pro inferno,ou o ira falando pobre diabo é o que sou… mas o que incomoda nessa historia toda é que a musica secular tem uma critica especializada, o guns n roses vende milhoes de disoc no mundo, mas fez um disco ruim os cara fala, na musica crista eu nunca li uma resenha de cd que o cara apontava que uma letra fora do contexto biblico, geralmento é so elogios, qdo o disco é ruim limita-se a falar das letras superficialmente, o davi sacer gravou restitui pela milesima vez, vai ver a resenha é babaçao de ovo… nao existe cristica de musica especializada na musica gospel, agora que temos um mercado entao, é so oba oba. se o disco é ruim tem que falar meu e pronto… como que o cara vai melhorar ou acordar…
Perfeito o texto!!! concordo com tudo e aprende muito com isso…
Que Deus te abençoe e nos dê intendimento.
Muito bom..mas veja bem..
[...]Algo está biblicamente errado e, se formos analisar, estamos fazendo pedidos mundanos a Deus. Como eu “quero te ver” se Ele diz na Biblia que “homem nenhum verá a minha face , e viverá”? Instinto suicida?[...]
Não seja tão exato. Quando alguem diz que quer ver Deus (ousua face) nao nescessáriamente quer estar cara a cara… talvez queira dizer que quer ver as obras, o amor, a transformação de Deus e Cristo…
Eu vejo Cristo, Deus, Espirito santo quando consigo negar meus desejos sórdidos, quando vejo quebrantamento durante o culto. Mesmo que não possa ver se Jesus tem olhos claros ou se Deus usa barba…
Concordo com o argumento do Leo acima, ainda não li todo o texto.. volto já para dar mais palpites hehe.. mas quanto ao que disse agora… acho que a letra não diz “literalmente” que quer ver em vida, o autor deixou claro que quem escreveu a letra quer ver ainda em vida, mas não vi nenhuma referencia a isso na letra, apesar de não gostar dessa música hauehuehue…
volto já
Concordo, e muito, apesar de gostar de alguns hinos citados, faz me levar a apurar meus conceitos.
Ver a face de Deus só através da Rocha (Jesus).
Ainda me lembro da aplicação aberta do nome de JESUS, como “Jesus is a answer” (Jesus é a resposta ao mundo atual), cantada na minha adolescência.
Gostei! Muito sábio.
Eu ouço música dita ‘secular’;
mas a gente tem mesmo que analisar tudo e ficar só com o que
edifica.
gostei muuito do texto! graças a Deus mais alguém com a mente cristã e não de simples tradições e costumes ao longo do tempo!
excelente!
eu também escuto música dita “secular”, (ultimamente só Alter Bridge) e realmente, tem letras “seculares” e “cristãs” que não convém, pois vão contra a Bíblia… tu já percebe de kra, tu já “sente” que é errado, então, é analisar as letras (caso tenha alguma banda que é fã mesmo, como eu, que sou fã do Alter Bridge e analiso TODAS as letras e escuto as que tem mensagens positivas e sem ser antíbíblica!) e ficar com o que edifica! e isso, também no meio “gospel”… o que tem surgido de “hinos” por ae assusta de tantos erros… ¬¬
claro, sejamos sinceros: todo mundo entende que é difícil analisar música por música friamente, porque, pelo menos, a grande maioria acha muito complicado ter que dissecar bem a música e procurar entender a real mensagem por trás… mas é um exercício válido, principalmente pra que nossa mente, alma e coração não volte à escravidão da qual já fomos libertos por Cristo! (Gl 5.1)
”
questão de leitura da Bíblia e leitura das letras também, seja “cristãs” ou “seculares”! ;)
mas volto a dizer e concluo: excelente texto e concordo com tudo!
continue nessa força em Cristo!
abraço! =D
Eu não concordo, creio que a biblia não é clara em mtos aspectos (como: cigarro por exemplo e etc) e nem por isso tudo que é “duvida” devemos nos encaixar ali naquela brecha. E como a Biblia diz em Salmos 42.7 “Um abismo chama o outro…” Creio que nós como Sal da terra, luz do mundo, e usando os proprios versos acima usados, creio que nós não devemos ser nenhum um pouco parecido com o Mundo (kosmos) Além do mais, a vida do sujeito que compõe as músicas condizem no que eles acreditam. Eles podem cantar lindas canções mas a vida dos caras é podre e nós, como Cristão (filhos de Deus Jo. 1.12) não podemos compactuar e nem colaborar para o estilo de vida, pq o mesmo que diz “Eu sei que vou te amar” é o mesmo cara que tocava com um charuto na boca e um copo de uísque em cima do piano! Para mim, o cara pode falar e cantar as palavras mais lindas que existem, mas se a vida dele contraria o que o Senhor nos ensina, tudo o que ele faz se torna podre. A bíblia diz em Tiago 3.11-12 “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”Sendo assim podemos receber algo de bom de alguém que vive uma totalmente fora dos princípios de Deus?
“A peraí vc está sendo radical!” na verdade não, e eu sofro por isso devido ao meus alargadores e tatuagens porém, a minha vida e o que saí da minha boca devem mostrar a Cristo. Entenda, se eu chegar como Cristão cantando em um bar uma música do Tião Carreiro e Pardinho (misericordia) eu garanto que todos ali vão se revoltar por ver um “crente” cantando uma música do mundo, daí para evangelizar essas pessoas se torna ainda mais dificil!
Enfim, eu sou contra! não podemos achar e nos adequar ao que o mundo nos impõe… e esse site eu recomendo para todos os novos convertidos e amigos cristãos que estão “largando” das músicas do mundo e particularmente eu oro e agradeço por todas as músicas boas e principalmente Cristã!
Essa é minha opinião…
Antes de me converter ouvia de tudo relativo à rock do mundo e/ou secular, mas depois, para não errar decidi ouvir músicas somente cristãs e baseado nisso acho que não necessidade de ouvir essas músicas sendo que a qualidade das cristãs atualmente está muito boa e existem vários estilos para todos os gostos (até mesmo o funk brasil que discordo que se encaixa como música cristã).
Deus te abençoe e obrigado pelas dicas excelentes de bandas.
Creio que cada um deve ser o seu próprio termômetro, para discernir o que é correto ou não. Pois a Bíblia diz em Apocalipse 3:16 – “Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” -
“Examinai tudo… retende o bem”
Eu sempre pesquiso sobre as letras das músicas que eu escuto, inclusive as seculares, e concordo com tudo que foi escrito… Excelente Texto ! Amei o “não existe dó maior ungido e sol sustenido endemoninhado” rs.. Ótimo !
[...] um gancho no post do Baruque (Cristão deve ouvir música secular?) quero divulgar para vocês o podcast que saiu essa semana no site irmãos.com, ouvi hoje e posso [...]
Bom…em poucas palavras, o que percebo nos músicos e levitas…é que, a maioria se deixa influenciar pelas bandas do mundo usando aquele famoso jargão…”ah!! não tem nada a ver”..e de nada haver em nada haver…a pessoa perde a salvação e se envolve até o pescoço, com o mundo…e confesso, eu escuto musica secular, mas sou muito criterioso…analiso principalmente as letras e os fundamentos e pensamentos da banda, o que ela quer passar para as pessoas,para eu não ser conivente, com aquilo em que eu não acredito, ou aceito…grande abraço a todos..
Mas a questão de ser influenciado cara pelas musicas do “Mundo” como vc disse é impossivel não ser assim.. a música é algo muito mais amplo do que religião ou posição de pensamentos.
Se vc pegar os corinhos das igrejas, hinos da harpa, grande maioria ali tem melodias de músias “do mundo” da época em que foram feitas. já cansei de ouvir hinos maravilhosos com levadas de cançoes dos beatles, elvis, jhonny cash, entre outras tbm com fortes influencias de jazz e soul pras décadas de 60, 70.
A música rompe essas barreiras com uma facilidade que a gente não acredita.
Graça, Paz e Alegria…
Amados, estamos esquecendo o significado da palavra “santo”.
Fomos chamados para fora.
Somos povo eleito, nação santa.
Vivemos neste mundo, mas daqui não somos.
O novo homem deve ter em mente que tudo é para glória de Deus.
Se não glorifica a Deus não tem razão para o(a) servo(a) de Deus.
A Biblia recomenda:
enchei-vos do Espirito Santo.
Buscai as coisas lá do alto.
Não se engane!
Negue-se a si mesmo. Tome a sua cruz e siga a Jesus.
Ou seja deixe este mundo e as coisas que nele há.
Saia do Egito. E não olhe para tras.
Enfim, o VERDADEIRO SERVO DE DEUS, aquele que é nova criatura não tem mais prazer e interesse nas coisas do mundo. (por mais belas e interessantes que sejam).
Eis que TUDO se fez novo.
– – – – – – – – -
Fala brotherzada!
Respeito de verdade a opinião de cada um, mas discordo de muita coisa escrita aqui.
Quando me convertí, optei por só escutar músicas de cunho cristão e com mensagens do Evangelho e foi muito bom inclusive porque passei a conhecer vários músicos cristãos excelentes. Mas isso foi uma decisão minha, até pq a princípio não me sentia a vontade e nem maduro para escutar a tal “música do mundo”. Apesar de escutar incessantemente a respeito do que se deve ouvir ou não, comer ou não, beber ou não, vestir ou não, e por aí vai… comecei a discernir no próprio Evangelho a necessidade de abrir mão de algumas neuroses (minhas) e abraçar a liberdade que me foi concedida em Cristo. Creio que é uma questão de consciência, e não de lei. Um pode ter paz para tomar uma cerveja com os amigos, sem se embabacar, embriagar ou prejudicar outros por isso, e outro pode ter a consciência que para ele próprio não convém. Para um, frequentar certo lugar é motivo de alegria, edificação para sí e para outros, já para outro pode ser um ambiente que só vai lhe causar danos. A primeira banda listada no meu Ipod é Ac/Dc, e muitos amigos meus acham isso inaceitável, como alguns aqui também vão achar. Mas a questão é que estou totalmente pacificado com Deus, e por isso tenho total tranquilidade de ouvir essa banda e vária outras que realmente não tem letras coerentes com o Evangelho. E pq? Pq não preciso concordar com a cosmovisão do artista para admirar sua arte. Caso contrário, vamos cortar geral: músicas, filmes, pinturas, revistas, jornais etc… e…. pessoas! Falo com toda honestidade de coração que nenhuma dessas bandas me influencia negativamente, e quando escuto uma letra que não concordo, simplismente relevo e contra-argumento com uma vida de amor, paz e alegria em Cristo. E não fico neurado, nem me sinto escravizado, pois a consciência da liberdade em Cristo e do “Está consumado” na Cruz vão muito mais além que um “highway to hell”. Além disso, Deus não precisa ser defendido, Ele É! O cristão precisa aprender a desenvolver um espírito crítico e discernir a diferença da arte (um dom concedido por Deus) e a opinião e visão do artista. Alguns me dizem que essas músicas têm um efeito espiritual prejudicial a mim. Meus amigos, sinceramente, se assim fosse, o sangue de Cristo derramado em meu favor seria um suquinho de uva estragado e sem valor algum. Como a Palavra diz para um irmão que não come carne não julgar o que come, e vice-versa, creio que esse deve ser o princípio nesse caso também. Se você não fica confortável para escutar determinadas músicas, é livre para tal, mas não julgue o que escuta. Esse é um assunto muito vasto, mas creio que se resume no fato de que cada um deve ter sua consciência em Cristo madura o suficiente para discernir com luz no Evangelho o que se deve ou não fazer. Afinal, “só peixe morto nada com a correnteza”.
Muito bom, não fugiu em nenhum momento do conceito bíblico e é assim que tem que ser.
Escuta ae…. eu nasci no evangélio, filho de pastores. Eu sempre estive rodeado de pessoas q se diziam certas e q mantém um PADRÃO de vida, embora sempre estive no meio de amigos “mundanos” q pra mim ostentam uma visão mais aberta sem se deixar abalar por essas pequenas questões q deixam as pessoas contidas numa so ideia e hoje eu vejo q a igreja tá num “mato sem cão” onde pastores e seguidores ficam por ae discutindo o q pode e o que não pode! Particularmente eu acredito ainda em um dia em q NÓS os ditos critãos vamos deixar essas tradições sem ferir o ego bíblico q esta dentro da gente e nos unirmos ao mundo sem deixar q ele nos convença!
Nos os cristãos assistimos luta livre, filmes, animes…. vestimos roupas de marcas seculares….. e ainda sim dizemos q somos diferentes! E quanto a música secular ou nem tanto secular vamos concerteza continuar ouvindo seja pra fazer algum trabalho na escola ou só mesmo pra conhecer ou porquê todo santo dia o nosso viginho sente a nessecidade de colocá-la no volume mais alto. Acho q questão chave é “eu devo gostar(amar) desse tipo de som?!” a resposta é aquela ropa q você começou a usar so porquê tava na moda e depois percebeu q naum combinava com seu estilo. Devemos sim absorver as coisas desse mundo, mas não reter aquilo q nos trás desgraça!
Um exemplo palpável:
Eu escuto músicas mundanas mas não gosto! O meu HD só tem músicas saudáveis(cristãs) q são as q eu ópto daí apresento elas pras pessoas sem intuição de converter ninguém e essas mesmas apresentam as delas e assim por diante.
Assim como o mundo nos converte também nós o convertemos porquê á influência de ambos as partes embora somos novos nessa questão porque recusamos ignorantemente alguns recursos q o mundo nos oferece, mas acredito muito nessa nova cultura de “evangelismo camuflado” q transformam coisas nocivas para inofencivas é como esse blog… q deveria ser “musicas-de-deus.net” ou “musicas-para-cristo.net” porém ninguém sabe q é cristão sendo “apenasmusica.net” até q lei os pôstes e ouça as músicas das bandas mais tradicionais.
ESPERO TER SIDO CLARO***GOD BLESS
Recomendo ao pessoal [mesmo tarde!] o crítico cristão Hans Rookmaaker, e o site http://ultimato.com.br/sites/labrarte/ que conta com um fantástico estudo provando que os cristãos devem sim ouvir música do mundo e DIALOGAR com ela.
Ouvir música e experimentar não é como experimentar uma droga, ou uma noite de sexo. É música! É algo etéreo que você pode parar a hora que quiser. Música é cultura, e cristãos devem julgar e discernir a cultura do mundo e reter o que é bom.
Concordo com o que Leo disse referente ao hino
“Quero te ver, quero te ver”
O autor não diz que quer ver Deus em vida , quando li a única coisa que percebi foi que ele almeja a salvação, e cristãos devem sim ficar só com aquilo que edifica como muitos afirmaram, somos o povo “santo” mesmo não conseguindo abandonar tudo de imediato pedir não assola, com o tempo Deus retira o que não agrada, é só querer descer na casa o oleiro!
Muito bom, gostei, concordo em todas as partes, exceto uma: na musica:
“Quero te ver, quero te ver
Eu quero te tocar,
eu quero te abraçar
Quero te ver“
faltou um pouco de interpretação sua:
Não diz quero te ver fisicamente, com olhos físicos, mas olhos espirituais…
A primeira frase já indica: Abra os olhos do meu coração….
valeu
Muito bom o texto.
eu particularmente não acredito, nessa de Musica ”secular”. eu acho q todas as musicas tem uma mensagem, só basta nós ”Cristãos” sabermos identificar qual nos convém, e qual não nos convém.
Mas você está de Parabéns, explicou basicamente tudo!
”Tudo me é Lícito, mas nem tudo me Convém.”
Abraços, e Paz de Jah.
todo crente na deve escutar musica do mundo nao todo nosso louvor é para DEUS e nao para o mundo o crente nao nao e nao nao deve escutar musica mundana porque na biblia diz todo ser que respira louve ao senhor. Ele nao ta dizendo “louvem o mundo“
Olha a musica que você colocou como exemplo fala de algo espiritual,” abra os olhos do meu coração, quero te ver…” Quero ter, quero te ver, quero te tocar, te abraçar…, Já toquei no Senhor, já me senti abraçado(ou seja tb o abracei), e já o vi, não literalmente como na bíblia, pois ele tem varias formas de se manifestar.
Realmente existem musicas ditas evangélicas nada a ver. Solução: crie um filtro um censo critico e analise. Agora musica que são feitas por pessoas de condutas duvidosas, com aquela… tente outra vez, uma letra retada, de auto-ajuda, mas veja quem o escreveu… triste fim pagou caro pelo estilo de vida.
Quer mesmo saber o que vc deve ouvir pergunte a DEUS e não fique no achismo, adentre ao santo-dos-santos e pergunte literalmente a DEUS e ele vai te responder agora abra seus ouvidos para a resposta d’ele.
Não vá pelo que fulaninho diz, ou acha, pq temos livre arbítrio, pq tudo é licito… nada questione logo, direto ao autor e consumador da nossa fé e o indague. Tenha suas próprias experiencias e escreve suas própria história! AÊ vc vai ter embasamento para falar, olha DEUS me respondeu assim, assado, aê será algo irrefutável ,mesmo que alguns digam que é loucura…
Se o céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção…
A letra não é antibíblica. Mas o nome da banda é Skank, que é uma droga. E aí? Como fica? A paz à todos!